terça-feira, 25 de setembro de 2012

Método Pilates

Joseph Humbertus Pilates nasceu na Alemanha em 1880. Era uma criança doente que sofria de asma, raquitismo e febre reumática. Sua determinação em se tornar fisicamente mais forte o levou a estudar várias formas diferentes de movimentos durante toda sua vida.

Desde cedo ele decidiu contrariar a sua forma debilitada, buscando nas atividades físicas uma solução para vencer seus problemas. Ele utilizou yoga, mergulho, boxe, natação, esqui e conhecimentos de Fisiologia, Anatomia e Medicina Oriental. Até os movimentos animais não fugiram das suas observações. Em 1912, ele se mudou para a Inglaterra, dois anos antes da Primeira Guerra Mundial.

Joseph Pilates ganhava a vida na Inglaterra como lutador de boxe, e foi considerado um inimigo estrangeiro, sendo preso em um campo de concentração. Pilates tornou-se, então, enfermeiro e treinou os outros estrangeiros com os exercícios de cultura física que havia criado (4). Iniciou o uso das molas nas camas de hospital, desenvolvendo um sistema que inspirou a criação de seus equipamentos e de seu método.

Fonte: Internet
Sua técnica foi reconhecida quando nenhum dos internos daquele campo sucumbiu a uma epidemia de gripe (influenza) que vitimou outras pessoas de outros campos. Sem serem repetitivos ou extenuantes, os exercícios que ele propunha se adequavam às necessidades de cada um.

Após a guerra, Joseph retornou para a Alemanha, aperfeiçoando seu método com a Força Policial de Hamburgo. Mas, posteriormente, acabou se estabelecendo nos Estados Unidos, na cidade de Nova Iorque, abrindo um estúdio no mesmo edifício de New York City Ballet.

O seu método começou a ser praticado por importantes bailarinos que apresentavam lesões, sendo recuperados por Joseph Pilates. Logo, a técnica ganhou adeptos e se espalhou por todo o mundo.

Pilates denominava seu método de Contrologia ou Arte do Controle, que é a capacidade que o ser humano tem de se mover com conhecimento e domínio do próprio físico, apresentando uma completa coordenação do corpo, mente e espírito, utilizando princípios específicos para promover a integração entre eles, que são a concentração, centro de força (power house), fluidez, precisão, respiração e controle dos movimentos.

Independentemente da atividade, alguns elementos semelhantes sempre estão em jogo - estabilidade/mobilidade, resistência/oposição, força de alavanca, articulação, balanceamento.

Os exercícios do método Pilates são, na sua maioria, executados na posição deitada, havendo diminuição dos impactos nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e, principalmente, na coluna vertebral, permitindo recuperação das estruturas musculares, articulares e ligamentares particularmente da região sacrolombar.

Contrologia introduziu a ideia de tratar a causa da doença e tentar evitar o problema por meio de atividades que geram bem-estar.

Dos 34 movimentos do método original resultaram cerca de 500 variações, realizadas com ou sem auxílio de aparelhos. Conforme Williams et al. e Kuhnert, a frequência ideal para praticar Pilates deve ser três vezes por semana, em aulas de uma hora cada.

A técnica de Pilates consiste em dois tipos de aula: no solo (também denominado The Mat) e no aparelho. O trabalho tanto no solo quanto nos aparelhos (Cadeira, Reformer, Wall, Trapézio) consiste em exercícios para estabilizar pelve, controlar abdome, mobilizar articulações, fortalecer e alongar membros superiores e inferiores.

Baseando-se em princípios da cultura oriental, sobretudo relacionados às noções de concentração, equilíbrio, percepção, controle corporal e flexibilidade, e da cultura ocidental, destacando a ênfase relativa à força e ao tônus muscular, o Pilates provoca a tentativa do controle mais conscientemente possível dos músculos envolvidos nos movimentos.

Por meio das técnicas orientais que visam ao relaxamento, respiração, concentração, controle e flexibilidade, somadas à técnica ocidental, objetivando a ênfase no movimento com força, surgiu então a essência dos princípios do método Pilates.

O interesse é que a atividade possa ser desenvolvida atendendo às necessidades específicas de cada praticante. Os exercícios são adaptados conforme as condições físicas do praticante, não havendo contraindicações. Há aqueles que podem ser evitados, e outros que se encaixam nas necessidades físicas do praticante.

A proposta de Joseph Pilates proporciona um amplo benefício para o corpo humano, estimulando a circulação, melhorando a flexibilidade, a amplitude de movimento, ou seja, a postura e o condicionamento do corpo (físico e mental) em geral.

Certamente, qualquer método mais abrangente e diversificado como o Pilates terá muitos princípios fundamentais. No caso do Método Pilates, são seis princípios-chave: centralização, concentração, controle, precisão, respiração e fluxo.

Os exercícios que compõem o método envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase no que Joseph denominou power house (ou centro de força). Este centro de força é composto pelos músculos abdominais, transversoabdominal, multífido e músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo. Então, durante os exercícios, a expiração é associada à contração dessas musculaturas e do diafragma.

No entanto, o método concentra-se no Centro de Força para fortalecer os músculos que foram utilizados incorretamente, ou que não foram usados.

A estabilidade do CORE é essencial para o equilíbrio de carga apropriado dentro da coluna vertebral, pélvis. O chamado núcleo assim como o grupo de músculos do tronco que envolvem a coluna vertebral e as vísceras abdominais. Abdominais, glúteos, cintura pélvica, paravertebrais e outros músculos trabalham em conjunto para proporcionar estabilidade espinhal.

O termo "núcleo" é bastante abrangente e, por isso, comum entre praticantes e professores de atividades físicas. Outro nome para ele é "centro de força", usado por instrutores de Pilates para descrever os músculos coletivos do abdome, glúteos e músculos posteriores inferiores. Ao se exercitar, muitas pessoas não dão a devida atenção ao início de cada movimento. O resultado disso é que acabam se movimentando incorretamente e provocando danos.

Outro termo é a caixa definida por duas linhas horizontais: uma na altura dos ombros e outra em uma articulação do quadril até o outro. Com efeito, a caixa incorpora todo o tronco e pélvis. No conceito de centralização inclui-se o resto do tronco e, quando isso é feito, a caixa se torna um amplo centro do corpo humano.

Os programas de fitness incorporaram todas essas ideias; yoga, Pilates, Fit Ball, Roller e exercício funcional são exemplos práticos de atividades nas quais o CORE é acionado por meio de movimentos específicos para o complexo quadril-pélvico-lombar. O CORE é uma unidade integrada composta de 29 pares de músculos que suportam o complexo quadril-pélvico-lombar.

Dessa forma, percebe-se a importância dos resultados de estabilidade de ativação muscular altamente coordenada - envolvendo muitos músculos - e que os padrões de recrutamento devem mudar continuamente, dependendo da tarefa. Isso tem implicações sobre a prevenção da instabilidade e intervenções clínicas, fazendo com que os pacientes sejam aptos a sustentar situações de instabilidade.


Fonte: http://www.scielo.br

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