sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pilates como tratamento para Síndrome do Túnel do Carpo

Fonte: Internet

Também conhecida como síndrome do túnel cárpico e síndrome do túnel carpal, a Síndrome do Túnel do Carpo é uma neuropatia caracterizada pela compressão do nervo mediano que passa pelo túnel do carpo na região do antebraço, mão e dedos. A Síndrome do Túnel do Carpo é extremamente comum, ocorrendo em aproximadamente 1% da população geral e é muito mais comum em mulheres  na faixa de 35 a 60 anos.

O túnel do carpo é um canal do punho com aproximadamente 3cm de largura e dá continuidade proximal com a fáscia antebraquial, tecido fibroso onde se fixam alguns músculos. Possui pequenos ossos em seu assoalho - região dorsal - e paredes laterais, além de um ligamento transverso forte e inelástico na parte superior - região ventral. Além do nervo mediano, passam por esse canal nove tendões responsáveis pela flexão dos dedos. Esse nervo mediano vem do antebraço e passa pelo túnel do carpo para então chegar à mão e enervar o polegar, as duas faces do indicador e do dedo médio e a face interna do quarto dedo. Já o quarto e o quinto dedo são inervados pelo nervo ulnar. 

Como suas características anatômicas o faz um canal rígido, qualquer aumento de pressão na região interna do mesmo resulta em uma compressão do nervo mediano, gerando a síndrome. As situações que provocam aumento do tecido sinovial dos tendões, sejam elas traumáticas (incluso traumas cumulativos relacionados à esforços repetitivos), inflamatórias, tumorais ou medicamentosas, também elevam a pressão do canal, comprimindo o nervo e o aparecimento de diversos sintomas. 

Os sintomas normalmente aparecem no período noturno devido à retenção de líquido comum nesse período. Incluem alterações na sensibilidade, dormência, formigamento, choques e ardência nos dedos, principalmente no polegar, dedo médio, indicador e na face interna do dedo anular; e dificuldade de agarrar ou cerrar o punho, ou largar objetos. Afeta as duas mãos em 60% dos casos. A dor pode ocorrer no início da síndrome devido à compressão abrupta do nervo mediano. Eventualmente, os sintomas se estendem a todo o o membro superior - mão, braço e antebraço. Assim, é possível que as atividades da vida diária (AVD) sejam comprometidas. 

Fonte: Internet
A compressão do túnel do túnel do carpo pode ser resultante de vários fatores, tais como: deslocamento anterior do osso semilunar, intumescência secundária a fratura de Colles (fratura de extremidade distal do rádio), sinovites secundárias a artrite reumatóide ou devidas a qualquer outra causa capaz de provocar edema devido a traumas que acometam o punho, como entorses, e uma grande variedade de doenças sistêmicas, como o mixedema e a doença de Paget. 
Outro fator que pode causar a síndrome são os movimentos manuais repetitivos que podem causar lesões por esforços (LER), geralmente relacionado ao trabalho ou AVD´s, fundamentalmente, os movimentos de flexo-extensão do punho que acabam por gerar atrito dos tendões. Embora não exista uma causa comprovada, as alterações hormonais - como por exemplo alterações na tireóide, período da menopausa e gravidez - também podem interferir na pressão interna do túnel formado pelos ossos e o ligamento da mão. Acredita-se que no tecido sinovial existam receptores para o hormônio estrógeno. Nível normal desse hormônio impede que o esse tecido prolifere. No entanto, à medida que a produção do hormônio vai caindo, os receptores ficam livres, o tecido sinovial começa a crescer e, conseqüentemente, a aumentar a pressão dentro do túnel do carpo. Nas gestantes, o edema característico também pode contribuir com os sintomas, porém, após o parto há grande probabilidade de desaparecerem os sintomas.

Outras doenças associadas a essa síndrome são diabetes mellitus, artrite reumatóide, doenças da tireóide e de causas desconhecidas. É importante dizer que não é só a alteração do hormônio sexual feminino que produz a compressão no nervo mediano. Alterações dos hormônios da tireóide e de doenças como diabetes também produzem uma neuropatia compressiva.

Para dar início ao tratamento, é sempre importante identificar o grau em que se encontra a síndrome: leve, moderado e grave. Se for leve, é indicada a imobilização por aproximadamente 1 mês, através de tala ou órtese, deixando o punho em posição de extensão para minimizar a pressão nos nervos; além de associar um anti inflamatório via oral. Caso seja ineficaz, o médico pode indicar a aplicação de cortisona no canal a fim de amenizar a reação de proliferação do tecido sinovial que comprime o nervo. Porém, não está isenta de complicações e por isso é preciso de muito critério. Se o tratamento clínico não resolver, é possível o médico indicar a cirurgia, a qual anulará os sintomas. A recidiva só ocorre quando a proliferação sinovial é originada de outra doença anterior que continua sem tratamento adequado.

O tratamento fisioterapêutico é muito importante e tem como princípio diminuir o edema gerado pela inflamação que por consequência aumenta a pressão do canal. Para tal, costuma-se utilizar o ultra-som terapêutico associado com alongamentos específicos para a região acometida. Após esse estágio, o PILATES se apresenta de forma fundamental e eficiente para a orientação e informação às atividade de vida diária e laborais, prevenção de recidiva, manutenção do quadro, combater o estresse e sedentarismo,condicionamento físico, amenizar outras dores existentes, estabilizar outros problemas, além de promover a saúde e bem estar físico e mental. Em todas as aulas de Pilates, exercícios diferentes e simples também são ensinados e recomendados para a prática em casa. 

Fonte: Internet

A maioria dos alunos se recuperam totalmente e podem evitar novos danos ao mudar a forma com que realizam os movimentos repetitivos. Mas, antes de iniciar qualquer tratamento, procure um médico especialista.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_t%C3%BAnel_carpal

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